Proposta desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Natureza e Cultura da UFAM busca transformar a experiência de Benjamin Constant em referência para a expansão de políticas de ciência, tecnologia e inovação em outros municípios do estado.
A experiência de Benjamin Constant, no Alto Solimões, pode servir de referência para a ampliação de políticas de ciência, tecnologia e inovação em outros municípios do Amazonas. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (27), em Benjamin Constant, por pesquisadores da Incubadora de negócios de impacto socioambiental(INPACTAS) sediada no Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O encontro contou com a participação do deputado estadual eleito David Bemerguy.
O documento, intitulado Plano de Interiorização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, propõe transformar experiências desenvolvidas no município em diretrizes para uma política estadual voltada à descentralização da ciência e da inovação. A iniciativa parte do entendimento de que as soluções para os desafios amazônicos precisam considerar as características e necessidades específicas de cada território.
Para Pedro Henrique Mariosa, diretor-executivo da INPACTAS, a interiorização da ciência e da tecnologia exige soluções pensadas a partir das realidades locais. A proposta, segundo ele, é fazer com que o conhecimento científico e a inovação atendam às necessidades específicas de cada território, em vez de reproduzir modelos que não consideram as particularidades das comunidades amazônicas.
Mariosa também destacou o potencial dos jovens do interior para participar desse processo, especialmente pela capacidade de comunicação e de desenvolvimento de soluções tecnológicas. A aproximação entre universidade, poder público e população, nesse sentido, é fundamental para transformar conhecimento em iniciativas que respondam aos desafios locais.
Durante o encontro, David Bemerguy elogiou o trabalho desenvolvido pela equipe e manifestou disposição para contribuir com a articulação entre a proposta e os setores do governo estadual. O deputado eleito avaliou que a experiência construída no Alto Solimões pode ajudar a ampliar as oportunidades de desenvolvimento no interior.
“Eu fico feliz de saber que esse modelo nosso aqui pode envolver todo o estado do Amazonas”, disse Bemerguy.
Ele também destacou a capacidade de iniciativa das pessoas que vivem no interior e defendeu o fortalecimento do empreendedorismo e da educação financeira desde a escola. Para o deputado eleito, a ampliação dessas oportunidades pode contribuir para que jovens e empreendedores desenvolvam soluções e negócios em seus próprios municípios.
A apresentação do plano abre espaço para discutir como experiências locais podem contribuir para a formulação de políticas estaduais de ciência, tecnologia e inovação. A proposta defendida pela INPACTAS é que Benjamin Constant funcione como referência inicial, sem que o modelo seja reproduzido de maneira automática, mas adaptado às necessidades e potencialidades de cada região.
O documento também aponta possibilidades de articulação institucional para avançar na discussão de uma política estadual de interiorização da CT&I. A efetivação dessas medidas, porém, depende dos próximos encaminhamentos e da construção de parcerias entre os diferentes atores envolvidos.

