Oportunidades contemplam diferentes áreas do conhecimento, com projetos voltados à conservação da biodiversidade, ao saneamento, à pesca sustentável e ao desenvolvimento socioambiental da Amazônia; inscrições seguem até 2 de novembro.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá abriu inscrições para a seleção de 21 bolsistas do Programa de Capacitação Institucional (PCI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os valores mensais variam de R$ 3.718 a R$ 6.760, conforme a modalidade da bolsa e o nível de qualificação exigido.
As oportunidades estão distribuídas entre diferentes grupos de pesquisa e contemplam projetos relacionados ao monitoramento ambiental, à conservação de espécies ameaçadas, ao manejo sustentável da pesca, à sociobioeconomia, à saúde ambiental e à governança socioambiental na Amazônia.
Com sede em Tefé, no interior do Amazonas, o Instituto Mamirauá desenvolve pesquisas científicas voltadas à conservação da biodiversidade e ao uso sustentável dos recursos naturais, com participação de comunidades tradicionais. A seleção busca especialistas, pesquisadores e técnicos para atuar diretamente na execução de projetos científicos.
Bolsas e valores
De acordo com a Chamada Pública nº 01/2026, as 21 bolsas estão divididas em quatro categorias:
- PCI-D A: duas bolsas de R$ 6.760 mensais;
- PCI-D B: seis bolsas de R$ 5.408 mensais;
- PCI-D C: dez bolsas de R$ 4.394 mensais;
- PCI-D D: três bolsas de R$ 3.718 mensais.
A duração das bolsas varia conforme o projeto, com vigências previstas de 12, 24 ou 48 meses. Algumas modalidades podem ser prorrogadas, de acordo com as condições estabelecidas no edital.
Áreas de atuação
As vagas abrangem seis projetos institucionais. Entre as linhas de pesquisa estão o monitoramento da vegetação em áreas úmidas, a diversidade de peixes, a ecologia de felinos e mamíferos, a conservação do pirarucu, a rastreabilidade de cadeias produtivas e a restauração ecológica.
Também há oportunidades voltadas à avaliação de tecnologias de tratamento de água e esgoto em áreas alagáveis da Amazônia, à saúde das populações indígenas do Médio Solimões e às práticas de organizações comunitárias na governança de serviços públicos.
Uma das oportunidades é destinada ao projeto “Comunicação e popularização científica sobre pesquisa ecológica de longa duração”, vinculado ao Núcleo de Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação. A bolsa é da modalidade PCI-D D, com valor mensal de R$ 3.718 e duração inicial de 12 meses, prorrogável por mais 12 meses.
Para essa vaga, podem concorrer profissionais com graduação em Comunicação, Ciências Biológicas, Ciências Ambientais, Geografia, História ou áreas afins, desde que tenham experiência em projetos científicos, tecnológicos ou de inovação e atuação em comunicação, divulgação científica ou popularização da ciência.
São consideradas desejáveis experiências com produção de conteúdo para mídias sociais, elaboração de materiais educativos, textos e peças gráficas, produção fotográfica e audiovisual, edição de vídeos e atividades com comunidades locais ou escolas. O selecionado deverá ter disponibilidade para residir em Tefé e realizar atividades de campo na região do Médio Solimões.
Quem pode participar?
Os requisitos variam conforme a vaga. Dependendo do projeto, podem ser exigidos graduação, mestrado, doutorado ou experiência profissional mínima após a titulação, além de conhecimentos técnicos específicos.
De maneira geral, os candidatos devem ser brasileiros ou estrangeiros residentes regularmente no Brasil, ter currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes e atender aos critérios de formação e experiência previstos para a bolsa escolhida.
O edital também estabelece que o candidato não pode estar matriculado em curso de graduação ou pós-graduação na data de implementação da bolsa. Para as oportunidades que exigem dedicação exclusiva, o bolsista não poderá manter vínculo empregatício com instituições públicas ou privadas durante a vigência.
A disponibilidade para residir na cidade indicada para cada projeto também é um requisito importante. A maior parte das atividades está vinculada a Tefé (AM), enquanto algumas oportunidades relacionadas ao manejo do caranguejo-uçá são destinadas a Belém (PA).
Como se inscrever?
As candidaturas devem ser enviadas exclusivamente por e-mail para pci.idsm@mamiraua.org.br, até as 23h59 do dia 2 de novembro de 2026, no horário de Brasília.
A documentação exigida inclui:
- Formulário de proposta preenchido, conforme o Anexo 1 do edital, com duas referências profissionais;
- Currículo Lattes em PDF, atualizado nos últimos 30 dias em relação à data-limite de inscrição;
- Cópia do diploma de maior titularidade;
- Carta de intenções de, no máximo, uma página A4, explicando por que o candidato apresenta perfil adequado à vaga e quais são suas expectativas como bolsista no Instituto Mamirauá.
Cada candidato poderá apresentar apenas uma candidatura para esta chamada. O instituto recomenda o envio antecipado dos documentos para evitar problemas técnicos próximos ao encerramento do prazo.
Cronograma da seleção
Conforme o edital, a divulgação dos candidatos pré-selecionados está prevista para 8 de novembro. As entrevistas deverão ocorrer até 13 de novembro, e o resultado final tem divulgação prevista para até 16 de novembro de 2026. A previsão de início das atividades é a partir de 1º de dezembro.
O processo seletivo inclui etapas de homologação da documentação, análise dos requisitos e entrevistas, avaliação de mérito técnico-científico e enquadramento final pelo MCTI e pelo CNPq.
Acesso ao edital
Os interessados devem consultar a íntegra da Chamada Pública nº 01/2026 para verificar os requisitos específicos, as atribuições e as condições de cada oportunidade antes de realizar a inscrição.
O documento está disponível no site oficial do Instituto Mamirauá: https://mamiraua.org.br/documentos/edital-cnpq-mcti-pci-01-2026/

