A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Fundo Amazônia e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP). Os recursos do Fundo Amazônia terão gestão administrativa e financeira da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).
A chamada representa a primeira etapa do Programa Desafios da Amazônia, que contará com investimento total de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer a pesquisa e a inovação, apoiar instituições científicas e organizações socioprodutivas da região e ampliar a difusão das soluções desenvolvidas pelos projetos selecionados. O programa também tem apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada da França no Brasil.
Dos R$ 107,1 milhões previstos nesta chamada, R$ 72 milhões são provenientes do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$ 35,1 milhões correspondem às contrapartidas das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) participantes.
A expectativa é selecionar entre nove e 12 projetos, com duração máxima de 36 meses. Cada proposta poderá solicitar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões ao Fundo Amazônia. Com a complementação das FAPs participantes, o valor poderá chegar a R$ 10 milhões por projeto.
Os projetos serão executados por Redes de Pesquisa e Inovação, formadas por Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e Organizações Socioprodutivas (OSPs), como cooperativas e associações comunitárias. As redes também poderão incluir órgãos públicos, organizações não governamentais e outras instituições parceiras.
Além de bolsas de pesquisa e atividades científicas, os recursos poderão ser destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, adaptações de infraestrutura e concessão de bolsas específicas para integrantes das associações e cooperativas participantes.
Segundo a iniciativa, o programa busca aproximar ciência, tecnologia e inovação das necessidades dos territórios amazônicos, incentivando soluções desenvolvidas na própria região, a valorização dos conhecimentos tradicionais e a cooperação entre instituições de pesquisa e organizações socioprodutivas.
Cinco desafios prioritários
As propostas deverão contemplar um dos cinco desafios definidos no edital e apresentar inovações capazes de responder a, no mínimo, quatro subdesafios relacionados ao tema escolhido.
Os desafios são:
- expansão sustentável da cadeia do açaí nativo;
- valorização da castanha da Amazônia e de outros produtos florestais não madeireiros;
- fortalecimento da cadeia do cacau aliado à conservação e restauração de ecossistemas;
- fortalecimento do babaçu e de outras cadeias da sociobiodiversidade na faixa de transição Amazônia-Cerrado;
- desenvolvimento da economia das águas por meio do manejo sustentável dos recursos pesqueiros.
Outras cadeias da sociobioeconomia também poderão ser incluídas nas propostas, desde que contribuam para o fortalecimento dos sistemas produtivos das organizações participantes e estejam alinhadas aos objetivos da chamada.
Seleção em duas etapas
A seleção será realizada em duas fases. Na primeira, as redes deverão apresentar uma pré-proposta com as informações centrais do projeto e da equipe. As propostas aprovadas participarão de mentorias para o aprimoramento dos projetos.
Na segunda etapa, as redes selecionadas deverão apresentar a versão completa da proposta, com informações detalhadas sobre o projeto e a equipe executora.
As pré-propostas poderão ser submetidas entre 1º de julho e 1º de setembro de 2026, até as 18h (horário de Brasília), por meio do sistema SIGCONFAP.
Serviço:
Chamada: Programa Desafios da Amazônia – Iniciativa Amazônia+10
Submissão de pré-propostas: de 1º de julho a 1º de setembro de 2026, até as 18h (horário de Brasília)
Inscrições: Sistema SIGCONFAP
Mais informações: https://www.amazoniamaisdez.org.br/chamadas-abertas
Contato: desafios@amazoniamaisdez.org
Por: Com informações da Iniciativa Amazônia+10

