Trabalho apresentado por pesquisadores da Ufam evidenciou a trajetória da incubadora na consolidação de um ecossistema de inovação voltado à bioeconomia e ao impacto socioambiental no Alto Solimões.
A Incubadora de Negócios de Impacto Socioambiental do Alto Solimões (INPACTAS), vinculada à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), participou da 36ª Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação, realizada em Manaus entre os dias 29 de junho a 2 de julho, apresentando um relato de experiência sobre sua trajetória de estruturação e consolidação como ambiente de inovação na Amazônia.
Considerada um dos principais eventos brasileiros voltados aos ecossistemas de inovação, a Conferência Anprotec reuniu pesquisadores, gestores, empreendedores e representantes de instituições públicas e privadas para discutir o fortalecimento dos ambientes de inovação como protagonistas da economia do futuro. Nesta edição, sediada pela segunda vez na Região Norte, o evento teve como tema “Consolidando Ecossistemas: Empreendedorismo Inovador para a Economia do Futuro”, reforçando o papel estratégico da Amazônia no desenvolvimento sustentável e na bioeconomia.

Durante a programação científica, a pesquisadora Jequeline da Silva Rengifo apresentou o trabalho “Incubadora INPACTAS: Estruturação e Consolidação de um Ambiente de Inovação de Impacto Socioambiental na Amazônia”, desenvolvido em parceria com pesquisadores da UFAM.
O relato analisa o processo de institucionalização da INPACTAS como uma experiência de interiorização da inovação no Alto Solimões, demonstrando como a incubadora vem fortalecendo o empreendedorismo de impacto socioambiental em uma região marcada por desafios logísticos e baixa densidade institucional. Entre os principais resultados apresentados estão a consolidação da infraestrutura da incubadora, sua formalização junto à Ufam e o crescimento das iniciativas apoiadas por programas de incubação e ideação.
O estudo também evidencia que a incubadora já mapeou mais de 30 iniciativas empreendedoras ligadas à bioeconomia e à economia criativa, atuando em áreas como biotecnologia, piscicultura regenerativa, moda indígena, embalagens sustentáveis e turismo comunitário. Além disso, startups apoiadas pela INPACTAS alcançaram destaque em editais regionais, demonstrando a capacidade do modelo de incubação em transformar ideias inovadoras em negócios competitivos.

Para a pesquisadora Jequeline Rengifo, apresentar essa experiência nessa Conferência representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido no Alto Solimões.
“Apresentar essa experiência demonstra que é possível consolidar um ecossistema de inovação de impacto socioambiental no Alto Solimões, mesmo diante dos desafios da Amazônia. Esse reconhecimento amplia a visibilidade da INPACTAS, fortalece parcerias e evidencia o potencial da região para desenvolver soluções inovadoras baseadas na bioeconomia e no desenvolvimento sustentável”, destacou.
Segundo os autores, a experiência demonstra que incubadoras universitárias instaladas em regiões periféricas assumem um papel que vai além do apoio ao empreendedorismo, tornando-se articuladoras de ecossistemas de inovação capazes de conectar universidade, poder público, empreendedores e comunidades locais para promover o desenvolvimento territorial sustentável.
A participação da INPACTAS na 36º Conferência Anprotec amplia a visibilidade das iniciativas desenvolvidas no Alto Solimões e fortalece o intercâmbio de experiências com outros ambientes de inovação do país, evidenciando o potencial da Amazônia na construção de soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento regional sustentável.
Por: Milena Monteiro

