Projeto fortalece cadeias do açaí e do cacau e beneficiará 2,7 mil produtores na Amazônia

Assessoria de Comunicação
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Este projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). imagem: divulgação

Iniciativa apoiada pelo Fundo Amazônia vai atender agricultores familiares, quilombolas e comunidades tradicionais do Pará e do Amapá até 2029.

Cerca de 2,7 mil pessoas de comunidades rurais e tradicionais do Pará e do Amapá serão beneficiadas pelo projeto Frutificar Amazônia, iniciativa voltada ao fortalecimento da bioeconomia por meio da produção sustentável de açaí, cacau e outros produtos da sociobiodiversidade amazônica. A ação é coordenada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e recebe apoio do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 39 milhões ao longo de 42 meses e atenderá 14 municípios dos dois estados. As ações incluem assistência técnica, capacitação de produtores, fortalecimento de organizações comunitárias, apoio à agroindustrialização e ampliação do acesso aos mercados consumidores.

Embora tenha sido aprovado em 2018, o Frutificar Amazônia só começou a ser executado em 2026, após a retomada das operações do Fundo Amazônia e a atualização do projeto.

Entre as metas estão o atendimento técnico a 352 propriedades rurais, a capacitação de 940 pessoas e o fortalecimento de 11 organizações da sociedade civil ligadas à bioeconomia. O projeto também prevê a implantação, ampliação ou modernização de dez agroindústrias voltadas ao beneficiamento de produtos como açaí e cacau, agregando valor à produção local.

Na área ambiental, a iniciativa contempla a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em 200 hectares, a recuperação produtiva de outros 300 hectares de áreas degradadas e o manejo sustentável de 960 hectares de floresta. A expectativa é que as ações contribuam tanto para a geração de renda das comunidades quanto para a conservação dos recursos naturais da Amazônia.

O projeto será executado em parceria com oito organizações da sociedade civil que atuam nos territórios da Transamazônica/Xingu, Tapajós e Amapá, envolvendo agricultores familiares, comunidades extrativistas e quilombolas. Além do apoio à produção, as atividades incluem ações de governança, monitoramento, logística, infraestrutura e comercialização.

O fortalecimento dessas cadeias produtivas ocorre em um momento em que a bioeconomia ganha cada vez mais relevância na Amazônia. No Pará, por exemplo, a atividade movimenta cerca de R$ 13,5 bilhões por ano, impulsionada por produtos como mandioca, açaí, pescado, cacau e castanha-do-pará, considerados estratégicos para a geração de renda e o desenvolvimento sustentável da região

Por: Analista de comunicação do IPAM