Evento da Ufam reuniu mais de 250 participantes entre estudantes, empreendedores e gestores públicos, destacando soluções sustentáveis no Alto Solimões.
A 6ª Semana de Administração do Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ocorreu entre os dias 3 e 7 de novembro, em Benjamin Constant. O evento teve como foco a integração entre ensino, pesquisa, extensão e mercado de trabalho no Alto Solimões. Paralelamente, foi realizado o III IdeathonBC 2k25, considerada a maior competição de empreendedorismo inovador da região, organizada pela Incubadora de Negócios de Impacto Socioambiental do Alto Solimões (INPACTAS).
A programação incluiu palestras, oficinas, apresentações de estágios e mostras de pesquisa aplicada. Com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, o evento criou pontes entre a universidade, o setor privado e o poder público, estimulando a inovação, a cooperação e a capacitação profissional dos estudantes por meio de experiências práticas.

Voltado a estudantes, empreendedores e profissionais da região, o evento buscou gerar soluções criativas e sustentáveis para os principais desafios locais, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico e ambiental.
O professor doutor Pedro Mariosa, diretor executivo da INPACTAS, destacou a dimensão alcançada pelo evento:
“O IdeathonBC 2k25 mobilizou mais de 250 participantes entre estudantes, empreendedores, lideranças comunitárias e gestores públicos, transformando a universidade em um verdadeiro laboratório vivo de experimentação e cocriação. Nas redes sociais, a repercussão acompanhou a dimensão do encontro presencial: foram mais de 150 mil visualizações em conteúdos ligados ao evento, ampliando o alcance das iniciativas desenvolvidas no Alto Solimões e projetando as soluções locais para outros territórios amazônicos e para o debate nacional.”
Com uma banca técnica composta por especialistas de todo o país e mentores de aceleradoras de Santa Catarina, como a MOA Venture Partners, referência em inovação e investimento em startups. O Ideathon manteve um alto nível de propostas e ampliou a rede de contatos dos participantes. O evento também se destacou pela cooperação internacional, com a co-participação da Hero Amazônia, principal hub de inovação da Amazônia Peruana. A presença de representantes do setor privado, prefeitos e secretários municipais reforçou o caráter trinacional e a importância da colaboração transfronteiriça.
O CEO da Faço A Conta, Jonatha Oliveira, ressaltou a importância do evento na formação de novos empreendedores.
A engenheira florestal Michely Casagrande, gestora de prospecção da Embrapii BioForest da UFOPA, avaliou o potencial do Alto Solimões para futuras parcerias, diante das ideias apresentadas no evento.
Nesta edição, foram recebidas 40 submissões de projetos, dos quais 21 chegaram à fase final e nove foram premiados, totalizando mais de R$ 5 mil em prêmios. A disputa ocorreu em seis eixos temáticos: Bioinsumos e Biomateriais, Logística, Data Science, Economia Circular, Meliponicultura e Mercado Transnacional.
A CEO da Javari Studio, Luana Martell, falou sobre o projeto que conquistou o primeiro lugar no Ideathon 2025:
“Foi fruto do nosso esforço, uma batalha que começou comigo e ganhou força com dois colegas de sala que acreditaram na minha ideia. Esperamos agora conseguir colocá-la em prática.”
O resultado do Ideathon e das atividades da Semana de Administração reafirmam o papel da universidade como agente estratégico de inovação na tríplice fronteira. A partir das conexões estabelecidas entre estudantes, pesquisadores e empreendedores, o Alto Solimões se consolida como um polo emergente de ciência e tecnologia na Amazônia.
“Esse é o passo 1 do ciclo de inovação da Incubadora da UFAM/INC e faz parte da nossa metodologia de impulsionamento de empreendimentos inovadores. Estimamos que, em um ano, entregaremos entre cinco e oito empreendimentos tecnológicos para o município, consolidando nossa metodologia em seu terceiro ciclo e o município de Benjamin Constant como a capital da Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia”, finalizou Pedro Mariosa.
Por: Milena Monteiro e Jequeline Rengifo

