Produção de ovos de galinha caipira fortalece segurança alimentar em comunidades do Alto Urupadí, em Maués

Assessoria de Comunicação
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A produção de ovos de galinha caipira tem fortalecido a segurança alimentar e criado novas oportunidades de geração de renda para comunidades do Alto Urupadí, na zona rural de Maués. A iniciativa é desenvolvida pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio da Agência Experimental de Assistência Técnica e Extensão Rural (Agentes Ufam), em parceria com a Rede Haryporia de Agroecologia, formada por mulheres agricultoras da região.

Coordenada pela agricultora Edna Viana, a Rede Haryporia de Agroecologia surgiu a partir da mobilização para a certificação orgânica do guaraná e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para diferentes iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da autonomia das comunidades.

Entre as ações desenvolvidas estão a implantação de sistemas de energia solar, sistemas agroflorestais, hortas comunitárias, quintais produtivos e, mais recentemente, a criação de galinhas caipiras para produção de ovos.

Até pouco tempo, um alimento básico como o ovo precisava ser transportado da cidade até as comunidades do Alto Urupadí. Com a produção local, as famílias passaram a contar com uma fonte contínua de proteína de alto valor nutricional, reduzindo a dependência de produtos vindos da área urbana e fortalecendo a segurança alimentar no território.

Além de garantir o abastecimento das comunidades, a produção cria oportunidades para a comercialização do excedente, contribuindo para o aumento da renda das famílias. A atividade também incentiva a participação de mulheres e jovens e representa uma alternativa diante dos impactos das mudanças climáticas sobre atividades tradicionais, como a pesca e a caça.

A Agentes Ufam acompanha o desenvolvimento da iniciativa por meio de ações de extensão universitária, assistência técnica e capacitação. Professores e estudantes, especialmente da área de Zootecnia, atuam junto às comunidades no planejamento e manejo da produção, promovendo a integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais.

Segundo a universidade, o trabalho busca desenvolver soluções adaptadas às condições ambientais, sociais e culturais da Amazônia, fortalecendo a autonomia das comunidades e valorizando as estratégias construídas pelos próprios agricultores.

A iniciativa conta com financiamento do Instituto Acariquara, da Gastromotiva e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A experiência no Alto Urupadí demonstra como a cooperação entre instituições de ensino, organizações sociais e comunidades tradicionais pode contribuir para ampliar a segurança alimentar, fortalecer a economia local e promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia.