Município do Alto Solimões concentra maior número de iniciativas aprovadas fora da capital e reforça crescimento do ecossistema regional de inovação
Benjamin Constant, no Alto Solimões, destacou-se no resultado do Programa Centelha 3 no Amazonas, divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O município aparece como o território do interior com maior número de startups aprovadas fora de Manaus, evidenciando o avanço do ecossistema de inovação local.
Ao todo, 21 iniciativas estão diretamente vinculadas ao ecossistema de Benjamin Constant, além de outras propostas conectadas à rede regional de inovação do Alto Solimões. O resultado confirma uma trajetória de crescimento já observada em ciclos anteriores de programas de incentivo à inovação. Na primeira fase do SinapseBio, por exemplo, a região havia registrado 11 propostas entre as 200 melhores do estado.
Entre os projetos associados ao município estão iniciativas como Ingalate, Kaweru, Amazônia de Boa, KIKIN ID, Piracy, Apivana, Ecowaste, Fluviverde, Produção de Ração Sustentável, EdTech Super Maker da Amazônia, Science-Trip e Javari Studio, que atuam em áreas como bioeconomia, educação tecnológica, sustentabilidade e soluções digitais.
O ecossistema regional também reúne startups incubadas ou conectadas a iniciativas de apoio à inovação, incluindo a INPACTAS, com projetos como Puwakana Trade, Rhisa DataB, Passo Inteligente, Iporã, Amazônia Turismo 4.0, Joseph Project, BarcoSmart, AmazonLog e FonoKids, distribuídos entre Manaus, Tabatinga e Santo Antônio do Içá.
Considerando toda a região do Alto Solimões, o resultado do Centelha 3 aponta 32 propostas aprovadas, sendo 11 em Tabatinga, duas em Benjamin Constant de forma independente, duas em Santo Antônio do Içá e uma em Tonantins. O desempenho consolida o território como um dos polos emergentes de inovação no interior do Amazonas.
“Instituições como a INPACTAS e as redes regionais ajudam a articular governo, universidades e setor produtivo em torno de uma agenda de inovação. Em Benjamin Constant, esse movimento contribuiu para avanços como a criação da Lei Municipal de Inovação e o lançamento de editais locais de incentivo a startups, fortalecendo o desenvolvimento de iniciativas com impacto regional”, afirma o diretor da INPACTAS, Pedro Mariosa.
O crescimento reflete um processo gradual de articulação entre empreendedores, instituições locais e políticas públicas voltadas à inovação. Com base territorial e atuação em áreas como bioeconomia, tecnologia e impacto socioambiental, o Alto Solimões passa a se afirmar como um ambiente cada vez mais ativo na geração de soluções e novos negócios na Amazônia.
Por: Milena Monteiro

