Curso de inteligência artificial capacita pesquisadores do INPA em iniciativa colaborativa na Amazônia

Agência Rhisa
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imagem: arquivo pessoal

Formação integra ações do Consórcio Solimões de Incubadoras e aposta na aplicação prática da IA no ambiente científico

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) participam, ao longo desta semana, de um curso intensivo de inteligência artificial voltado à aplicação prática da tecnologia em atividades de pesquisa e inovação.

A capacitação tem como foco o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa, com ênfase na criação de prompts, automação de tarefas e aplicação no cotidiano profissional. A proposta é aproximar os pesquisadores de soluções que possam otimizar processos, apoiar análises e ampliar a produtividade no ambiente científico.

O curso é ministrado por especialistas vinculados às instituições do consórcio, entre eles o Professor Doutor Pedro Mariosa, diretor da incubadora INPACTAS de Benjamin Constant, e Professor Ciderjânio, diretor de relações institucionais da incubadora, além de outros profissionais que atuam na formação e no suporte técnico da iniciativa.

A ação é realizada no âmbito do Consórcio Solimões de Incubadoras, uma articulação que reúne instituições como a INPACTAS, a Fundação Amazonas Sustentável, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e o próprio INPA, por meio de suas estruturas de inovação.

Mais do que uma formação isolada, o curso faz parte de uma estratégia de cooperação entre as incubadoras da região. O modelo prevê a circulação de mentores, especialistas e gestores entre as instituições, promovendo a troca de conhecimentos e o fortalecimento das capacidades locais em áreas estratégicas.

Dentro dessa dinâmica, profissionais das organizações parceiras têm participado de diferentes capacitações. Já foram realizados treinamentos em temas como propriedade intelectual, inovação territorial e captação de recursos, ampliando a integração entre os atores do ecossistema de inovação amazônico.

A colaboração é formalizada por meio de um memorando de entendimento firmado entre as instituições, que estabelece ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento científico, tecnológico e empreendedor na região.

Ao incorporar a inteligência artificial como ferramenta de apoio à pesquisa, a iniciativa acompanha uma tendência global de transformação digital na ciência, em que o uso de tecnologias avançadas contribui para acelerar análises, organizar grandes volumes de dados e qualificar a produção de conhecimento.

Por: Milena Monteiro