Para impulsionar a bioeconomia, Amazônia Legal recebe plataforma de dados com Inteligência Artificial

Agência Rhisa
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Integrada à rede RHISA, a plataforma usará dados de Ciência e Tecnologia para gerar análises e insights em tempo real.

A Amazônia Legal recebeu um novo e poderoso aliado na busca pelo desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) projetada para gerar insights, subsidiar políticas públicas, apoiar empreendimentos e promover a inovação em bioeconomia para pesquisadores, gestores e comunidades locais.

Lançada agora em Novembro, a plataforma é fruto de uma parceria entre o grupo de pesquisa GP-VALORA, do Instituto de Natureza e Cultura (INC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A plataforma digital, que integra dados de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), será incorporada ao site da rede RHISA, uma instalação interativa que conversa com outras bases de dados de forma automática e eficiente. O sistema permitirá parcerias acadêmicas e colaboração com diferentes centros de pesquisa e instituições de ensino.

“Enquanto o país ainda discute o que é ou não bioeconomia, nós já entregamos uma plataforma de big data para a Amazônia Legal. Ela torna visível o que já existe: startups, empreendimentos comunitários, laboratórios, associações e uma rede robusta de CT&I. Em paralelo, desenvolvemos uma inteligência artificial treinada em bases regionais, que oferece dados confiáveis e aplicáveis às cadeias produtivas, encurtando o caminho entre oportunidade e resultado. É tecnologia a serviço de quem produz na floresta, para gerar renda com sustentabilidade.”, destaca o coordenador do projeto, Pedro Mariosa

Para inserir a região nesse cenário promissor, a iniciativa surge como um meio de promover o desenvolvimento econômico a partir de soluções que aliam a produção à preservação da biodiversidade e à regeneração de biomas. A tecnologia tem um papel essencial nesse avanço, abrindo oportunidades de inovação para diversos setores locais, com o objetivo de impactar diretamente mais de 200 empreendimentos no estado do Amazonas.

A plataforma promete ser um marco no processamento de dados em massa na Amazônia Legal, contribuindo para o aumento de empregos por meio de pesquisas ativas e oferecendo respostas rápidas aos usuários — de forma similar a ferramentas como o ChatGPT.

“A IA também contribui para valorizar e fomentar a pesquisa na Amazônia — identificando áreas com maior potencial, aproximando pesquisadores e dando mais visibilidade às iniciativas locais”, afirma Danilo Venturini, líder técnico do projeto.

Com o lançamento deste agente de inteligência artificial, a Amazônia Legal não ganha apenas uma ferramenta tecnológica, mas um catalisador em potencial para um futuro onde a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico caminham lado a lado, impulsionados pela IA e a serviço da floresta e de seus povos.

“É uma forma de transformar dados em conhecimento útil, promovendo um desenvolvimento que seja social, econômico e ambientalmente equilibrado, e realmente enraizado na realidade amazônica”, completa Venturini.