Alto Solimões se consolida como núcleo estratégico da sociobioeconomia brasileira

Agência Rhisa
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Diego Furtado (MMA), à esquerda, Vinícius Silva (IEMA), ao centro, e Pedro Mariosa (INPACTAS/RHISA), à direita, durante o Seminário Nacional de Sociobioeconomia, em Brasília. — Foto: Acervo INPACTAS/RHISA
Atuação da INPACTAS e da RHISA no Seminário Nacional assegura conquistas para o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia

Entre 12 e 14 de agosto, Brasília foi palco do Seminário Nacional de Sociobioeconomia, momento decisivo para a definição das diretrizes do componente de sociobioeconomia do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). O Alto Solimões esteve representado pela Incubadora da UFAM INPACTAS e pela RHISA, levando a perspectiva de fronteira e a experiência amazônica para o centro das decisões nacionais.

A participação rendeu avanços estratégicos. Entre as conquistas está a inserção da pauta sobre a frequência crescente de eventos climáticos extremos, especialmente os impactos da seca, como prioridade para políticas de apoio emergencial. “Foi fundamental garantir que esse debate estivesse no plano como uma ação sistêmica, e não apenas como resposta pontual a crises”, destacou Pedro Mariosa, diretor da INPACTAS e representante da RHISA.

Outro resultado relevante foi o fortalecimento da presença da fronteira nas discussões nacionais, culminando no reconhecimento do Alto Solimões como um dos 30 núcleos de desenvolvimento da sociobioeconomia no Brasil. Esses núcleos funcionarão como hubs para implementar políticas públicas, integrar territórios e fortalecer cadeias produtivas sustentáveis. “A inclusão do Alto Solimões nesse grupo nos coloca em uma posição estratégica para liderar a implementação de políticas e soluções inovadoras para a Amazônia”, acrescentou Mariosa.

O documento final do PNDBio, que articula conservação da biodiversidade, inclusão social e prosperidade econômica, será lançado antes da COP30, em novembro, na cidade de Belém (PA). Para Mariosa, a conquista vai além do reconhecimento: “Esse é um marco para valorizar a região e garantir que as realidades de fronteira façam parte das decisões nacionais sobre sociobioeconomia”.